De dia escrevia poesia
E em cada noite fria
Se descobria da realidade.
Era uma rotina corrida,
Cada passo, cada esquina,
Sem tempo pra pensar no amanhã.
Sol, chuva
Casa, apartamento
Nada passava de um pensamento que já ia passar.
Era no carro,
Voava um momento e a tentativa fracassada,
Que dizia que não podia falhar.
Chorava só por dentro
Por uma tristeza que só vinha avacalhar
Sem motivo algum
Começava a se inventar.
Tempo que passava não voltava
Tempestade que rugia não fugia
Ventos que levavam o impedimento
Eram os que traziam o errar.
Mas então resolveu mudar
Respirar bem fundo e repensar
Mudou o rumo, e a agenda,
Agora já conseguia caminhar.
Não era mais tão corrida,
Pois o que valia a pena rastejava para não querer passar.
Chapéu, luva
Sombrinha, Guarda chuva
Não mais passava despercebido,
Sem que tudo fosse bem agradecido.
Os bom dias viraram rotina,
Os bem vindos, cortesia
E com isso a garantia de um futuro sem se preocupar.
De dia escrevia poesia
E em cada noite fria
Se descobria da realidade.
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