Certo dia cheguei em casa e olhei ao redor. Estava tudo muito organizado, do jeito que eu havia visto pela última vez. A porta, branquinha, estava com cor de neve de filme e as janelas que eram azuis, agora passariam tranquilamente por um legitimo fundo do mar. A mesa do centro estava desbotada e lembrava algumas árvores mágicas que vi em livros. Os sofás em formatos de molas antigas e prateadas, uniam o retrô ao moderno. A mesa da cozinha era toda esculpida em madeira e os bancos vermelhos substituiam as cadeiras. Os eletrodomésticos se limitavam a um fogão e uma geladeira. As escadas retas e largas levavam ao salão onde milhares de pessoas haveriam um dia dançado com um relógio que deveria estar estragado, pois marcava a meia noite, e ao invés do número doze, só se via um sapatinho de cristal. Na parte superior do sobrado, as camas traziam um ar de "a princesa e a ervilha" pela quantidade de colchões uns em cima do outros, todos coloridos e aconchegantes. Os armários dos três quartos pareciam túneis que levariam à uma mesa com frascos que dissessem beba-me ou algo parecido. Os banheiros saiam de nuvens artificiais e tinham alguma ligação à pés de feijão gigantes e ouro em formatos ovais. A dispensa era um closet recheado de pós com aparência interessante, livros antigos e bem cuidados e algumas plantas. Atrás das plantas, uma porta dava o tom de mistério de um boa história e levava a um tapete que parecia estar voando em todas as direções, em uma garagem iluminada pelas delicadas telhas de vidro, que permitiam observar a noite estrelada sem pressa.
Também, do lado direito da garagem, vi uma floresta, quero dizer, uma sala de estar com papel de parede de árvores e uma menina que carregava uma cestinha de doces em que estava escrito: vovózinha. Olhei para cima e avistei a porta de saída para o jardim. Estranhei estar no teto, se não havia descido, mas como nem tinha tido tempo de prestar atenção subi e vi três miniaturas de casinha: uma de palha outra de madeira e outra de tijolos. Então percebi que um ventilador em forma de um, um, acho que um lobo, se aproximou e derrubou as duas primeiras casas. Me entreti tanto que nem percebi a minha irmã chegando do trabalho e me abraçando. Depois de me cumprimentrar perguntou o que eu fazia abaixada na frente do nosso ventiladorzinho com os livros de contos de fadas todos empilhados.
Criei esse blog para poder compartilhar os meus textos (de uma menina de 13 anos que ama escrever).Espero que gostem das postagens e Leiam também as antigas.Obrigada, acesse sempre!
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018
Caminhão De Mudanças
Nasci lá,
me acostumei com o clima,
fiz amizade...
Até que um dia chegou o caminhão de mudanças,
o caminhão da saudade.
Me mudei para cá,
já conheço o clima,
fiz alguns amigos...
Mas uma coisa a que não me acostumo,
É a saudade
da minha outra cidade.
Caminhei com as mudanças,
Agora já me acostumei aqui,
Fiz amizades verdadeiras.
Mas a coisa qual eu não me acostumava, e agora já entendi,
É a saudade da outra cidade, que não é minha, mas nas lembranças ainda está lá.
me acostumei com o clima,
fiz amizade...
Até que um dia chegou o caminhão de mudanças,
o caminhão da saudade.
Me mudei para cá,
já conheço o clima,
fiz alguns amigos...
Mas uma coisa a que não me acostumo,
É a saudade
da minha outra cidade.
Caminhei com as mudanças,
Agora já me acostumei aqui,
Fiz amizades verdadeiras.
Mas a coisa qual eu não me acostumava, e agora já entendi,
É a saudade da outra cidade, que não é minha, mas nas lembranças ainda está lá.
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