Contavam-me quando pequena,
Uma historia de fantasia,
Que falava sobre poema.
Começava encantando, Dizendo que depois da imaginação,
Tem um reino maior,
Com mais agitação.
Lá moram as melhores pessoas,
Às vezes silenciosas de mente bagunçada,
Que lá visitam,
Para não acabarem sem importância rabiscada.
A comunicação são apenas palavras,
Suspiros, gestos compostos talvez por mágoa ou alegria que deságua.
Donas de lá,
As asas da poesia,
Se sentem no dever de acordar quem dormia,
Só para voar.
Eu então, já sonhando de olhos entre abertos,
Viajava através das ruas, tons pastéis e cores que rodeavam lápis e papéis.
Acabava sem saber,
E na manhã seguinte,
Procurava cada livro para ler,
Tentando invalidamente desvendar,
Se o que vira, era apenas sonhos a brincar.
Agora,
Percebo que isso foi herança,
E a cada vez que penso,
Tiro as rédeas das asas
E vôo até não ver mais o que me tira desta dança.
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