domingo, 25 de setembro de 2016

Mona Cacheada

 Era uma vez uma mulher, cujos olhos eram encantadores, lábios discretos e cabelos sedosos e o mais importante: cacheados.
 Como seus atrativos eram dos mais qualificados, todos a achavam exemplar.Além de tudo, era alegre e simpática. Seu apelido era Mona.
 Um belo dia, no ponto de vista de Mona, ela estava a passear quando um sujeito apressado quase atropelou a coitada!
 Como era sempre muito educada iniciou uma conversa com o desconhecido:
 - Olá. Desculpe por não vê-lo passar.
 - Imagine, a culpa foi toda minha - disse o homem quase chorando - é que estou em um péssimo dia.
 - Por que está assim?
 - Não consigo achar nada de inspira... - parou de falar o sujeito.
 - Inspira...?
 - É isso! Você! Você é minha inspiração!
 - Eu? Para que?
 - Desculpe pelo meu alvoroço. Meu nome é Lionard Da Vinth.
 - Prazer. Me conhecem por Mona. Mas... Ainda não entendi.
 - Eu saí apressado pois preciso urgente achar uma inspiração, e acabei de achar uma musa. Você! Quero dizer, se permitir é claro...
 - Nossa! Que bom! Ninguém nunca pediu para que eu fosse uma musa...
 - Sério? Você é tão bonita... Com todo o respeito. Mas isso quer dizer sim?
 - Claro! Ficarei lisongeada.
 Então foram para a mansão de Vinth que era belíssima:
 - Que casa mais bela.
 - Aqui é a minha parte favorita da casa, a minha sala de exposições.
Aquele cômodo era, sem exagero, o mais bem decorado que Mona já havia visto. Tudo era mesclado de tons escuros de vermelho, vinho, marrom, e muitas e muitas telas pintadas no maior capricho.
 - Foram feitas por você?
 - Todas! A maioria eu não gosto muito, mas eu tenho as minhas favoritas...
 - É linda -  disse Mona apontando com seus delicados dedos para uma pintura incompleta de uma paisagem.
 Foram entrando em portas e mais portas que iam mudando de estilo a cada vista que passava.
 Finalmente, o passeio acabou em um cômodo considerado pequeno em relação aos outros da casa, mas que era belíssimo. Ele possuía uma tela de 2 metros de altura e uns 2,57 de largura pintada de branco e algumas lâmpadas estranhas e modernas para a época.
 - Aqui você produz as suas obras?
 - Sim, gosto de trabalhar em lugares calmos e inspiradores. Podemos começar?
 - Sim.
 - Você sabia que teve uma vez em que eu estava pintando uma moça ao ar livre quando um carro passou por uma poça de chuva e esguichou toda a água nela?
 - Sério? - disse Mona sorrindo alegremente enquanto Lionard pintava o seu rosto - E ela?
 - Ficou brava e saiu bufando dali.
Após o término da pintura, Lionard convidou a ilustre moça a almoçar com ele em restaurante próximo.
 A partir daquele dia, a relação entre Mona e Da Vinth se fortaleu e eles se casaram e tiveram vários filhos, que herdaram a beleza e o dom do casal,
e estam até hoje espalhados pelo mundo a fora!






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