Era uma vez uma mulher, cujos olhos eram encantadores, lábios discretos e cabelos sedosos e o mais importante: cacheados.
Como seus atrativos eram dos mais qualificados, todos a achavam exemplar.Além de tudo, era alegre e simpática. Seu apelido era Mona.
Um belo dia, no ponto de vista de Mona, ela estava a passear quando um sujeito apressado quase atropelou a coitada!
Como era sempre muito educada iniciou uma conversa com o desconhecido:
- Olá. Desculpe por não vê-lo passar.
- Imagine, a culpa foi toda minha - disse o homem quase chorando - é que estou em um péssimo dia.
- Por que está assim?
- Não consigo achar nada de inspira... - parou de falar o sujeito.
- Inspira...?
- É isso! Você! Você é minha inspiração!
- Eu? Para que?
- Desculpe pelo meu alvoroço. Meu nome é Lionard Da Vinth.
- Prazer. Me conhecem por Mona. Mas... Ainda não entendi.
- Eu saí apressado pois preciso urgente achar uma inspiração, e acabei de achar uma musa. Você! Quero dizer, se permitir é claro...
- Nossa! Que bom! Ninguém nunca pediu para que eu fosse uma musa...
- Sério? Você é tão bonita... Com todo o respeito. Mas isso quer dizer sim?
- Claro! Ficarei lisongeada.
Então foram para a mansão de Vinth que era belíssima:
- Que casa mais bela.
- Aqui é a minha parte favorita da casa, a minha sala de exposições.
Aquele cômodo era, sem exagero, o mais bem decorado que Mona já havia visto. Tudo era mesclado de tons escuros de vermelho, vinho, marrom, e muitas e muitas telas pintadas no maior capricho.
- Foram feitas por você?
- Todas! A maioria eu não gosto muito, mas eu tenho as minhas favoritas...
- É linda - disse Mona apontando com seus delicados dedos para uma pintura incompleta de uma paisagem.
Foram entrando em portas e mais portas que iam mudando de estilo a cada vista que passava.
Finalmente, o passeio acabou em um cômodo considerado pequeno em relação aos outros da casa, mas que era belíssimo. Ele possuía uma tela de 2 metros de altura e uns 2,57 de largura pintada de branco e algumas lâmpadas estranhas e modernas para a época.
- Aqui você produz as suas obras?
- Sim, gosto de trabalhar em lugares calmos e inspiradores. Podemos começar?
- Sim.
- Você sabia que teve uma vez em que eu estava pintando uma moça ao ar livre quando um carro passou por uma poça de chuva e esguichou toda a água nela?
- Sério? - disse Mona sorrindo alegremente enquanto Lionard pintava o seu rosto - E ela?
- Ficou brava e saiu bufando dali.
Após o término da pintura, Lionard convidou a ilustre moça a almoçar com ele em restaurante próximo.
A partir daquele dia, a relação entre Mona e Da Vinth se fortaleu e eles se casaram e tiveram vários filhos, que herdaram a beleza e o dom do casal,
e estam até hoje espalhados pelo mundo a fora!
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